
Não sou tão esforçada como a mãe da Raquel diz que ela é (e ela realmente é), nem tão disciplinada como os japoneses, mas ainda não perdi a esperança de aprender essa língua complicada.
Tô tentando. Foram várias tentativas nesses dois anos e não sei quantos meses no Japão e, hoje, vou tentar outra vez. Para quem duvida que eu tentei, olha a lista de tentativas aí:
1ª - Luziana Lanna (em Belo Horizonte/MG)
Primeiro semestre de 2003, um ano antes de vir para o Japão. Nessa escola - caríssima, por sinal - aprendi a falar "Meu nome é Karina", "Sou brasileira", contar até 10, entre outras coisinhas, e a escrever as primeiras letrinhas em japonês (hiragana).
2ª - Associação Internacional de Kawasaki
Fui com a Raquel nessa Associação, perto de onde a gente morava. Isso foi no início de 2004. Parecia muito interessante, porque as escolas de japonês são caríssimas e lá as aulas são gratuitas. Desistimos na segunda aula. O meu professor (voluntário) era tão velhinho, tão velhinho que nem em português eu entenderia o que ele fala.
3ª - Language Exchange
O Osny me apresentou à Mai, uma japonesa que sabe um pouco de português e queria fazer amizade com brasileiros. Em troca, ela poderia ensinar japonês. A gente não estudou nada! Mas nos tornamos grandes amigas : )
4ª - Auto-didata
Resolvi, então, estudar sozinha. Comprei um monte de livros. Não passei da terceira página de nenhum...
5ª - Amigos japoneses
Fiz muitas amizades. Mas, coincidência ou não, meus amigos japoneses falam português, inglês ou espanhol. Os que falam só japonês não são tão amigos assim.
6ª - Escola de Línguas de Shinjuku
Essa escola aí é super famosa em Tokyo. A Sílvia, por exemplo, que sabe japonês que nem os japoneses, aprendeu lá! A diferença é que eu só podia fazer aula uma vez por semana e quem aprende pra valer estuda pra valer: todos os dias! Saí de lá, não porque desisti, mas porque me mudei pra Nagoya.
7ª - Kumon
O método Kumon força a gente a estudar sozinho e apesar de parecer uma lavagem cerebral, acho que funciona. Especialmente, para quem quer aprender a ler e escrever. Não continuei porque tinha que economizar. Estava pagando a escola de Shinjuku e o Kumon ao mesmo tempo.
8ª - Namorado japonês
O namoro só durou três meses : (
9ª - Aula particular
Em Nagoya, minha primeira providência foi arranjar uma professora de japonês. Duas aulas por semana. Eu estava adorando e acho que aprendi bastante mas, dois meses depois, voltei para Tokyo.
HOJE
Associção Internacional de Shinagawa. Dica da Gisele. Será minha 10ª tentativa. Apesar de ser uma associação para estrangeiros - que geralmente oferecem cursos horríveis - parece ser legal. Acho que os professores são professores de verdade e nem tão velhinhos quanto àquele voluntário lá de Kawasaki. São duas aulas - de duas horas cada - por semana. Será que agora vai? Ou racha de vez?







