Tuesday, March 06, 2007

Bruce Willis japonês

O Gustavo* me mandou esse vídeo. É de um programa de humor da tevê japonesa. Não precisa saber japonês para rir. Dá pra ver que é a disputa entre o sósia do Bruce Willis e o sósia do Yon-sama. Qual dos dois imita melhor?

O Bruce Willis todo mundo conhece. O Yon-sama, eu explico, é um galã de novela coreano que faz muito, mas muito sucesso aqui no Japão. O cara é bem parecido mesmo, mas o Bruce Willis japonês está demais!

Viu, Emerson? A sua teoria de que "para cada brasileiro (serve americano tambem né?) existe um sósia japonês" está cada vez mais comprovada!

* Por falar no Gustavo, ele finalmente criou um blog. Vale a pena visitar : )



Monday, March 05, 2007

O ladrão do varal voltou!

Mudei de casa. Lavei roupa. Levaram minha blusa mais nova e mais bonita do varal. Não parei de lavar roupa, mas mudei o varal de lugar. Pararam de roubar. Até que...

... neste domingo, pela primeira vez, deixei uma calcinha pendurada no varal – junto com muitas outras peças (não-íntimas) de roupa. E, horas depois, “cadê a calcinha que estava aqui?”

Não acredito que fui vítima dos famosos ladrões de calcinha. Famosos sim. Isso é muito comum aqui no Japão. Um amigo viu na tevê que a polícia achou um desses loucos que tinha, em casa, uma cortina feita de calcinhas! Roubadas, claro.

Fiquei furiosa! Porque deixei a calcinha bem escondida. No meio de várias roupas e no mesmo pregador de uma meia-calça. Ou seja, o sem-vergonha chega bem perto do varal e verifica se tem o que ele procura.

Só não fiquei ainda mais furiosa porque não era nenhuma das “calcinhas da Cicarelli” que eu comprei nas minhas férias no Brasil. Ufa!

Friday, March 02, 2007

Nem o ovo, nem a galinha


Dois conselhos que adoram me dar:

1 – Para aprender japonês, você tem que arranjar um namorado japonês.

2 – Para arranjar um namorado japonês, você tem que aprender japonês.


Cansada desse dilema do tipo “quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?”, resolvi formar a minha própria “teoria”:

1 – Para aprender japonês, estude japonês! E também faça amizade com japoneses, assista à tevê japonesa, alugue DVDs japoneses, ouça músicas japonesas e por aí vai.

2 – Quer um namorado japonês? Saiba que existem japoneses interessantes que falam inglês, espanhol e até português. Ou que não se incomodam com o seu paupérrimo vocabulário japonês. Enfim, o idioma não é um problema :P

Wednesday, February 28, 2007

Menino ou menina?


A Shigeka foi citada várias vezes aqui no Meu Japão. É uma amiga nipo-brasileira que, na verdade, se chama Shigeko. Sempre brinquei com ela que ShigekO é nome de menino e resolvi trocar esse último “o” por um “a”.

Nome japonês é assim mesmo. Muitas meninas têm nome terminado com “o”, o que no Brasil é comum só em nome de menino: Marcelo, Cristiano, Rodrigo, Pedro, Gustavo, Fernando, Paulo, Júlio e por aí vai. Alguém conhece algum nome de menina, no Brasil, terminado com “o”? Acho que não tem...

Mas aqui, Mariko, Sachiko, Chieko, Naoko, Keiko, Saeko, Maiko e cia são nomes de menina. Os meninos, geralmente, têm nome terminado com “u”, com “i”, com “a” e, às vezes, também com “o”: Kunihiro, Shogo...

Até aí, tudo bem. É só lembrar daquela “teoria” de que no Japão é tudo ao contrário. Hihihihi... O problema é que japonês também adora nome unissex!

Contando para uma amiga, chamada Maiko, que o bebê de um amigo se chama Kaoru, ela perguntou: “é menino ou menino?” Ó céus, até então, eu pensava que Kaoru era nome só de menino.

Outros nomes unissex? Anotem aí: Hiromi, Kazumi, Jun, Rio... Xii, não sei mais :P

Monday, February 26, 2007

Eu quero ver a Mika Nakashima

Na verdade, nem conheço tantas músicas dela. Mas é a Mika Nakashima quem interpreta a Nana no cinema, uma personagem de quadrinhos e desenho japoneses que eu adooooro!

Fiquei fã do desenho, depois dos filmes (Nana eu vi em DVD. Nana 2 eu vi, em janeiro, no cinema) e espero melhorar logo o meu japonês para ler a série de manga também.

Fui ao museu da Nana (só ficou aberto enquanto o filme estava em cartaz), comprei o CD com a trilha sonora do filme e ainda um penduricalho fofíssimo da Hello Kitty fantasiada de Nana.



Agora, eu quero ir ao show da Mika Nakashima! A turnê nacional dela começa em abril e os ingressos começaram a ser vendidos sábado passado. Ela vai fazer dois shows em Tokyo, nas vésperas do meu aniversário: 10 e 11 de maio.

O ingresso não é caro: 6.800 ienes (ou mais ou menos 65 dólares). Paguei o dobro para ver a Madonna do Tokyo Dome: 15 mil ienes... O problema é que ninguém quer ir comigo! Meus amigos torcem o nariz quando eu falo, toda feliz “gente, vai ter show da Mika Nakashima”.

Mas eu não sou a única fã não, viu?! Ela já era famosérrima antes de interpretar a Nana e agora ficou mais ainda. A série Nana é uma febre nacional, pelo menos entre os adolescentes. Vai ver é por isso que não encontro companhia :P

Thursday, February 22, 2007

Canola é uma delícia!

No Brasil, nunca passou pela minha cabeça comer canola. Até semana passada, só conhecia o óleo de canola, muito comum nos supermercados de lá e na casa da minha mãe.



Aqui no Japão, eu comi canola! Só descobri que aquelas folhas e caules verdes eram de canola depois de comer (vida de analfabeto é assim). Mas, agora, eu como sempre. Conscientemente :P

Meu novo prato favorito de um dos meus restaurantes favoritos é esse aí da foto: risoto de camarão com canola. Na verdade, mais parece uma canja, pois é um risoto com caldo. E ainda é servido com um ovo quase cru, para a gente furar e deixar esparramar no prato.

Uma delícia! E, pela propaganda do restaurante, parece ser muito nutritivo também.

Monday, February 19, 2007

Lixo arrumadinho



Meu prato de cerâmica quebrou. Catei os cacos, embrulhei num pedaço de jornal e guardei. É que no meu bairro, cerâmica, vidro e cia são recolhidos pelo lixeiro só nas segundas quintas-feiras do mês. Se eu me esquecer de colocar o prato quebrado para fora no dia 8 de março, vou ter que esperar mais um mês para me livrar dele.

Segundas, quintas e sábados são dias de jogar resto de comida e papel (não-recicláveis). Nas quartas, eu posso descartar plásticos recicláveis. Nas sextas, outros plásticos. Garrafas pet são de plástico reciclável, mas não podem ser descartadas nas quartas. Só nas segundas-feiras, assim como garrafas de vidro (que não podem ser descartadas no “dia do vidro”) e latas.

Jornais, revistas e papelão também só podem ser jogados fora nas segundas-feiras – devidamente dobrados, empilhados e amarrados.
Confuso né? Também não entendi direito...

Em frente ao prédio, tem um lugar especial para deixar o lixo. Cheio de avisos, para que ninguém faça bagunça. Não podemos misturar, nem trocar as datas. Isso é falta grave! Aliás, é um exemplo clássico de choque cultural.

Para nós, brasileiros, que importância tem não dobrar o papelão como deveríamos? Ou deixar o saco de lixo reciclável um dia antes do lixeiro passar? Ou, ainda, jogar a garrafa pet fora com rótulo e tudo (sim, tem que tirar o rótulo)? Talvez, nenhuma. Mas, para os japoneses, muita.

Isso me lembra o comentário de um amigo japonês: “para que as coisas funcionem bem num país tão populoso, precisa de um mínimo de organização”. Ele está certíssimo: a gente adora morar num país limpinho, organizado e seguro. Então, não custa nada colaborar. Ok, custa um pouquinho de disciplina, mas isso a gente aprende a ter. Eu acho que já melhorei bastante :P

Lembrei também da Angelica, uma amiga peruana: “não entendo! Tem que limpar o lixo?”. Ela ficou indignada quando me viu lavando a vasilha de iogurte que eu ia jogar no lixo em seguida. O irmão do Caruso, também quando liga do Brasil pra cá, vai logo perguntando: “ e aí, tá lavando as caixas de leite direitinho?”. Ele é outro que ficou chocado quando viu o irmão “limpando o lixo”. Hihihihi...

PARÊNTESE: a seleção do lixo varia de uma cidade ou até de um bairro para outro. Em alguns lugares o sistema é mais rigoroso, mas em todo país a coleta do lixo é seletiva. Temos que separar pelo menos lixo incinerável de não-incinerável, lixo reciclável, lixo nocivo e lixo de grande porte: móveis, eletrodomésticos e cia. Nesse último caso, temos que ligar para a prefeitura, marcar uma data para a coleta e pagar (não muito, mas temos que pagar) pelo serviço.