Saturday, September 22, 2007

Meu Japão no site da Editora Abril


Este blog não morreu, nem está de férias. Apenas mudou de endereço. Só de endereço.

Eu explico: o Meu Japão, agora, é parte do projeto Abril no Centenário da Imigração Japonesa. Até meados do ano que vem, estarei no portal Abril.com. Depois, volto pra cá.

E todo o material publicado nesse período, assim como o dos demais blogs e conteúdo do Projeto, vão virar documento histórico, pois serão doados ao Museu da Imigração Japonesa. Legal, né?

Prometo caprichar. E conto com a participação de vocês, claro (^o^)/

Topam vir comigo? É só clicar aqui.

Thursday, September 20, 2007

Você ama Tóquio?


Eu também!
E já que não encontro uma blusa com a estampa
I + CORAÇÃO + TOKYO,
o jeito é me contentar com a propaganda de um condomínio residencial daqui, chamado The Tokyo Towers.



Monday, September 17, 2007

Viva os idosos!

Hoje é Dia dos Idosos, no Japão. É feriado nacional - apesar de muita gente, como eu, ter trabalhado.



Acho que os "velhinhos" japoneses merecem mesmo uma homenagem. Morro de inveja da disposição deles!

Vejo setentões e setentonas andando de bicicleta e de lambreta ou caminhando com uma disposição que muitos jovens não têm.

Aliás, hoje bateu uma dúvida: oficialmente, a terceira idade no Brasil começa aos 65 anos, certo? Por aqui, não sei. Mas acho que deveria começar aos 80 :P

Não consigo imaginar um japonês de 65 anos com cara de idoso...

Xii, mas esse conceito é realmente delicado. Meu pai - brasileiro puro, da gema - tem 65 anos e de idoso não tem nada (^-^)/

Saturday, September 15, 2007

O Abe renunciou, já o Renan...


Com a popularida-de cada vez mais baixa e o governo cheio de escândalos de corrupção, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, renunciou antes de completar um ano no cargo. Palmas para ele. Tem político aqui que prefere se matar. O ministro da Agricultura se matou.

Enquanto isso, na “sala de Justiça” do Brasil, o presidente do Senado, Renan Calheiros, foi absolvido e se livrou de (parte) daquelas acusações cabeludas. Meu Brasil é assim. Os políticos sempre encontram uma brecha na legislação para absolver seus pecados e têm cara-de-pau suficiente para fazer de conta que nada aconteceu.
Foto: Cedida pelo Mr. Google. Mas, na verdade, é da Reuters :P

Thursday, September 13, 2007

No embalo da Yamanote

Não sabe o que fazer nas duas horas livres entre um compromisso e outro? Não vale a pena voltar para casa e sair logo em seguida? Não está a fim de comprar um café-com-leite só para sentar numa cafeteria? Não tem revista nem livro na bolsa? E, ainda por cima, está morrendo de sono?

Que tal uma cochilada na Yamanote - a tal linha de trem mais famosa do Japão, que faz um trajeto circular no centrão de Tóquio? Não paga nada, já que a idéia é dar uma volta completa, ou seja, não sair do lugar.



Foi o que eu fiz hoje. Peguei o trem em Shinagawa e, em vez de descer três estações depois, escolhi aquele cantinho mais confortável, sentei, encostei a cabeça ali do lado, e esperei a tal terceira estação chegar de novo. Em pouco mais de uma hora, dei uma super cochilada, descansei e nem vi o tempo passar.

Eu recomendo. Desde que não seja na hora do rush, claro :P

Monday, September 10, 2007

Quase comprei uma sandália Croc



Como explicou a Veja, um mês e meio atrás, à primeira vista, ele é feio de doer. Aliás, à segunda também: arredondado e de aparência pesada como um tamanco holandês, cheio de furinhos, preso atrás por uma alça que deixa o calcanhar de fora, tudo isso em cores, de preferência, berrantes. São os Crocs, nome do calçado de verão que virou mania nos Estados Unidos e na Europa e, agora, começa a pôr o pé no Brasil.

Só faltou citar o Japão. Afinal, os Crocs fazem o maior sucesso por aqui também. Já faziam antes da Ana Maria Braga desfilar com o seu modelito laranja, numa praia carioca.


Pensei que o sucesso da sandália-crocodilo fossem os furinhos refrescantes. Ontem descobri que não. Experimentei uma e deu vontade de comprar. O material é tudo de bom! Super leve, macio e confortável. Parece isopor :P

Mas quando vi o preço - o mesmo de um sapato fofíssimo, de verniz, da Gap - desisti. Pagaria a metade, mas 4 mil ienes (mais ou menos 40 dólares) é muito para um praticamente-chinelo. Quem sabe no próximo verão.

A propósito: agora, no finalzinho do verão, os Crocs e suas imitações estão com a fama abalada por aqui. Segundo os jornais, eles causaram pelo menos 40 acidentes em escadas rolantes - ficaram agarrados! As crianças são as principais vítimas.

Saturday, September 08, 2007

No olho do tufão



O Japão não é apenas o país dos terremotos, como eu imaginava. É também o país dos tufões. Ainda bem que os metereologistas daqui não falham e avisam com antecedência cada passo de cada tufão. Mesmo assim...

... já levei 12 horas numa viagem que levaria 1 hora e meia. Eu e um amigo estávamos indo de Tóquio para Nagóia de trem-bala, exatamente na hora que o tufão tal passava por aqui. Antes de embarcar, fomos avisados: "o trem pode parar. Querem ir?" Fomos.


Foi cansativo, mas divertido. Era feriadão, estávamos de passeio, não tínhamos pressa. Conversamos, almoçamos, conversamos, compramos revistas, conversamos, lanchamos, andamos por toda a estação de Shinagawa - de ontre o trem sai - conversamos, comemos chocolate, telefonamos, conversamos e, finalmente, chegamos.

Isso foi há uns dois anos. Mas na quinta-feira passada, pela primeira vez, um tufão me tirou do sério! Arghhh... Eu devia ter prestado mais atenção na previsão do tempo. Não prestei e, por isso, levei 5 horas de Shinjuku (centrão de Tóquio) até em casa. Não fosse esse tufão chato, eu levaria um poquinho mais de uma.

O trem que sairia às 21:48 da estação de Ueno, onde eu faço baldeação, saiu às 0:57 (eu anotei!). E em vez de gastar 20 minutos até a minha estação, gastou mais de uma hora! Arghhh... Peguei um táxi para completar o trajeto que sempre faço a pé e cheguei em casa às 2:30 da manhã!


No dia seguinte


Ainda com sono e irritada, tentei bancar a esperta. Resolvi sair de casa um pouquinho mais tarde para não esbarrar com os rastros do tufão. Me dei mal! Quase tive um treco quando cheguei à estação e vi aquele mooooooonte de gente. E olha que cheio aqui é cheio mesmo. Aliás, lotado, apertado, intransitável, insuportável! Arghhh...
Conclusão: o tufão tal atrasou minha vida mais um vez. A idéia era chegar às 10:30 no trabalho.
Cheguei ao meio-dia. Arghhh...

Porém, como tudo tem um lado postivo, fico feliz de ter sofrido tão pouco com a passagem dele. Muita gente se atrasou, perdeu vôo, mas isso é nada perto de quem ficou ferido ou morreu.
O estrago de um tufão é bem menor do que o de um terremoto, mas existe. Foram dois mortos e pelo menos 60 feridos : (