Saturday, December 20, 2008

Novo endereço II


Depois de um ano e pouquinho no site da Abril, o Meu Japão mudou para o WordPress.

Espero a visita (e os comentários, hihihi) de vocês lá: http://blogmeujapao.wordpress.com/

Bjinhos para todos (^_^)v

Thursday, November 01, 2007

Novo endereço

O novo endereço do Meu Japão é http://japao100.abril.com.br/blog_meujapao

Por que mudei? A explicação está no post abaixo.

Saturday, September 22, 2007

Meu Japão no site da Editora Abril


Este blog não morreu, nem está de férias. Apenas mudou de endereço. Só de endereço.

Eu explico: o Meu Japão, agora, é parte do projeto Abril no Centenário da Imigração Japonesa. Até meados do ano que vem, estarei no portal Abril.com. Depois, volto pra cá.

E todo o material publicado nesse período, assim como o dos demais blogs e conteúdo do Projeto, vão virar documento histórico, pois serão doados ao Museu da Imigração Japonesa. Legal, né?

Prometo caprichar. E conto com a participação de vocês, claro (^o^)/

Topam vir comigo? É só clicar aqui.

Thursday, September 20, 2007

Você ama Tóquio?


Eu também!
E já que não encontro uma blusa com a estampa
I + CORAÇÃO + TOKYO,
o jeito é me contentar com a propaganda de um condomínio residencial daqui, chamado The Tokyo Towers.



Monday, September 17, 2007

Viva os idosos!

Hoje é Dia dos Idosos, no Japão. É feriado nacional - apesar de muita gente, como eu, ter trabalhado.



Acho que os "velhinhos" japoneses merecem mesmo uma homenagem. Morro de inveja da disposição deles!

Vejo setentões e setentonas andando de bicicleta e de lambreta ou caminhando com uma disposição que muitos jovens não têm.

Aliás, hoje bateu uma dúvida: oficialmente, a terceira idade no Brasil começa aos 65 anos, certo? Por aqui, não sei. Mas acho que deveria começar aos 80 :P

Não consigo imaginar um japonês de 65 anos com cara de idoso...

Xii, mas esse conceito é realmente delicado. Meu pai - brasileiro puro, da gema - tem 65 anos e de idoso não tem nada (^-^)/

Saturday, September 15, 2007

O Abe renunciou, já o Renan...


Com a popularida-de cada vez mais baixa e o governo cheio de escândalos de corrupção, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, renunciou antes de completar um ano no cargo. Palmas para ele. Tem político aqui que prefere se matar. O ministro da Agricultura se matou.

Enquanto isso, na “sala de Justiça” do Brasil, o presidente do Senado, Renan Calheiros, foi absolvido e se livrou de (parte) daquelas acusações cabeludas. Meu Brasil é assim. Os políticos sempre encontram uma brecha na legislação para absolver seus pecados e têm cara-de-pau suficiente para fazer de conta que nada aconteceu.
Foto: Cedida pelo Mr. Google. Mas, na verdade, é da Reuters :P

Thursday, September 13, 2007

No embalo da Yamanote

Não sabe o que fazer nas duas horas livres entre um compromisso e outro? Não vale a pena voltar para casa e sair logo em seguida? Não está a fim de comprar um café-com-leite só para sentar numa cafeteria? Não tem revista nem livro na bolsa? E, ainda por cima, está morrendo de sono?

Que tal uma cochilada na Yamanote - a tal linha de trem mais famosa do Japão, que faz um trajeto circular no centrão de Tóquio? Não paga nada, já que a idéia é dar uma volta completa, ou seja, não sair do lugar.



Foi o que eu fiz hoje. Peguei o trem em Shinagawa e, em vez de descer três estações depois, escolhi aquele cantinho mais confortável, sentei, encostei a cabeça ali do lado, e esperei a tal terceira estação chegar de novo. Em pouco mais de uma hora, dei uma super cochilada, descansei e nem vi o tempo passar.

Eu recomendo. Desde que não seja na hora do rush, claro :P

Monday, September 10, 2007

Quase comprei uma sandália Croc



Como explicou a Veja, um mês e meio atrás, à primeira vista, ele é feio de doer. Aliás, à segunda também: arredondado e de aparência pesada como um tamanco holandês, cheio de furinhos, preso atrás por uma alça que deixa o calcanhar de fora, tudo isso em cores, de preferência, berrantes. São os Crocs, nome do calçado de verão que virou mania nos Estados Unidos e na Europa e, agora, começa a pôr o pé no Brasil.

Só faltou citar o Japão. Afinal, os Crocs fazem o maior sucesso por aqui também. Já faziam antes da Ana Maria Braga desfilar com o seu modelito laranja, numa praia carioca.


Pensei que o sucesso da sandália-crocodilo fossem os furinhos refrescantes. Ontem descobri que não. Experimentei uma e deu vontade de comprar. O material é tudo de bom! Super leve, macio e confortável. Parece isopor :P

Mas quando vi o preço - o mesmo de um sapato fofíssimo, de verniz, da Gap - desisti. Pagaria a metade, mas 4 mil ienes (mais ou menos 40 dólares) é muito para um praticamente-chinelo. Quem sabe no próximo verão.

A propósito: agora, no finalzinho do verão, os Crocs e suas imitações estão com a fama abalada por aqui. Segundo os jornais, eles causaram pelo menos 40 acidentes em escadas rolantes - ficaram agarrados! As crianças são as principais vítimas.

Saturday, September 08, 2007

No olho do tufão



O Japão não é apenas o país dos terremotos, como eu imaginava. É também o país dos tufões. Ainda bem que os metereologistas daqui não falham e avisam com antecedência cada passo de cada tufão. Mesmo assim...

... já levei 12 horas numa viagem que levaria 1 hora e meia. Eu e um amigo estávamos indo de Tóquio para Nagóia de trem-bala, exatamente na hora que o tufão tal passava por aqui. Antes de embarcar, fomos avisados: "o trem pode parar. Querem ir?" Fomos.


Foi cansativo, mas divertido. Era feriadão, estávamos de passeio, não tínhamos pressa. Conversamos, almoçamos, conversamos, compramos revistas, conversamos, lanchamos, andamos por toda a estação de Shinagawa - de ontre o trem sai - conversamos, comemos chocolate, telefonamos, conversamos e, finalmente, chegamos.

Isso foi há uns dois anos. Mas na quinta-feira passada, pela primeira vez, um tufão me tirou do sério! Arghhh... Eu devia ter prestado mais atenção na previsão do tempo. Não prestei e, por isso, levei 5 horas de Shinjuku (centrão de Tóquio) até em casa. Não fosse esse tufão chato, eu levaria um poquinho mais de uma.

O trem que sairia às 21:48 da estação de Ueno, onde eu faço baldeação, saiu às 0:57 (eu anotei!). E em vez de gastar 20 minutos até a minha estação, gastou mais de uma hora! Arghhh... Peguei um táxi para completar o trajeto que sempre faço a pé e cheguei em casa às 2:30 da manhã!


No dia seguinte


Ainda com sono e irritada, tentei bancar a esperta. Resolvi sair de casa um pouquinho mais tarde para não esbarrar com os rastros do tufão. Me dei mal! Quase tive um treco quando cheguei à estação e vi aquele mooooooonte de gente. E olha que cheio aqui é cheio mesmo. Aliás, lotado, apertado, intransitável, insuportável! Arghhh...
Conclusão: o tufão tal atrasou minha vida mais um vez. A idéia era chegar às 10:30 no trabalho.
Cheguei ao meio-dia. Arghhh...

Porém, como tudo tem um lado postivo, fico feliz de ter sofrido tão pouco com a passagem dele. Muita gente se atrasou, perdeu vôo, mas isso é nada perto de quem ficou ferido ou morreu.
O estrago de um tufão é bem menor do que o de um terremoto, mas existe. Foram dois mortos e pelo menos 60 feridos : (

Wednesday, September 05, 2007

A Madonna no trem?

Sim! Hoje eu vi a M-A-D-O-N-N-A no trem! Aqui em Tóquio, mais precisamente na estação de Ueno (^o^)/

Ok, não era ela. Eu vi fotos dela. Em T-O-D-O-S os vagões! Do lado de dentro não vi. Afinal, tive de escolher fotografar ou entrar no trem e escolhi a primeira alternativa, claro.



A Linha Yamanote, a mais famosa do país, já que circula - literalmente, pois tem trajeto circular - na região central de Tóquio sempre é alvo de propagandas pra lá de chamativas. Uma inesquecível é a da estréia do filme Shrek Terceiro. O verde do ogro é o mesmo verde dessa linha de trem. Ficou muito legal! Pena que não fotografei : (

Voltando à Madonna, achei linda a propaganda, mas juro que não entendi. Se a idéia é vender apartamentos num condomínio chiquerésimo, inaugurado em maio na Baía de Tóquio, não seria melhor anunciar em lugares frequentados por gente chiquerésima?


Ou será que os passageiros da Linha Yamanote têm dinheiro para morar num apartamento desses? Deu até vontade de ver o condomínio. Se eu sou passageira, o anúncio é pra mim também, né.

Parêntese: na época da inauguração do tal condomínio chamado Brillia Mare Ariake, eu fotografei um outdoor (foto 2) em outra estação de trem, chamada Shinbashi. Mas esqueci de publicar aqui :P

Parêntese 2: os dois comercias que a Madonna gravou estão disponíveis no YouTube, aqui e aqui.

Sunday, September 02, 2007

Orlando Bloom só no Japão


Este post é especial para a Raquel e demais fãs do Orlando Bloom. Quem mora no Japão já deve ter visto o novo comercial do gel (cera?) Uno Fiber Neo, da famosa e chiquerésima Shiseido. Quem mora aqui mas não gosta de tevê deve saber mesmo assim. Tem outdoor em vários lugares. De Tóquio, pelo menos :P

Vi, pela primeira vez, na semana passada. O comercial inteirinho! Com dois minutos de duração. A idéia era colocar no Meu Japão imediatamente, mas o YouTube não foi tão rápido. Eu entendo, era a estréia. Agora ficou mais curtinho. Mas no YouTube está inteiro, viu Raquel?

Rapazes, não fiquem tristes comigo! Vocês também vão gostar. A música é legal e, independente do charme do Orlando Bloom, o comercial é criativo, bem produzido e divertido. Eu acho (^o^)/ Ah, e o produto - que para nós mulheres é apenas um detalhe - é só para vocês!

Eu não sou fã do Orlando Bloom mas, cá entre nós, ele deixou o concorrente no chinelo. Tô falando do comercial do Gatsby Moving Rubber, estrelado pelo queridinho das japonesas: o Kimutaku. Se eu fosse comprar, escolheria o gel da Shiseido, sem dúvida!

AVISO!
Tive de editar (3/09/07) o post porque a Shiseido bloqueou o vídeo no YouTube :(
Mas, tudo bem, ainda podemos ver. Agora, só no site da Shiseido (tem que clicar em CM). Espertinhos né?

Thursday, August 30, 2007

Sono ao quadrado zzzzzZ


Meu celular me despertava às 9:30h. Às vezes, às 10:00h. Eu só levantava meia hora depois. Agora, ele me desperta às 6:30h e eu levanto 10 minutos depois.

O horário de dormir, porém, continua o mesmo: depois da meia-noite. Entendem por que tanto sono?

Eu volto no domingo. Juro!

Esperem por mim (^o^)/

Monday, August 27, 2007

Taiko: eu quero!

Deu vontade de aprender a tocar aquele tambor grande japonês, chamado taiko. É lindo demais! Ontem, por acaso, dei de cara com o festival de verão de Nippori, aqui em Tóquio, e não resisti às apresentações. Ali, no meio da rua. De perto. E de graça (^o^)/


Foram quatro, em ordem crescente. Primeiro, criancinhas. De 6 anos no máximo, eu acho. Depois, criancinhas um pouco mais velhas. Depois, adolescentes. Por fim, os adultos – homens e mulheres juntos.

Fiquei emocionada e me imaginava no lugar daquela japonesa, vestida com um quimono meio esquisito – a parte de baixo era um short branco – que arrasava em sua perfomance.

Não basta ter força e ritmo para tocar aqueles tambores enormes. Tem, ainda, que saber a coreografia. A moça levantava um braço, levantava outro, fazia pose, girava, sorria, gritava. Morri de inveja!

Quero aprender! Será que uma trintona, como eu, de braços tão fraquinhos e sem habilidade com instrumentos musicais tem chance?

PS: a foto é do celular de um amigo. Em baixa resolução, mas dá idéia de como foi, né.

Sunday, August 26, 2007

Vai um cafezinho (gelado) aí?

Ainda me choca ver os japoneses tomando café-gelado-sem-açúcar. Como isso pode ser gostoso? Não entendo!

Mas eles também ficam chocados quando estrangeiros, como eu, comem sushi com coca-cola. E devem fazer a mesma pergunta: "como uma combinação dessa pode ser gostosa? "


Adoro esse choque cultural! Ontem, eu e a minha amiga Mai (foto) rimos uma da outra. No almoço, eu dispensei o chá verde e pedi uma coca-cola. Sim, o prato era sushi.

No final da tarde, enquanto eu tomava meu sorvete-gigante-de-chocolate-com-banana, ela pediu café-gelado-sem-açúcar. Que é servido com gelo e canudinho!

Friday, August 24, 2007

Não me liga!


É isso que eu falo para todos os meus amigos gringos e japoneses. Adoro conversar e telefonar. Mas de telefonema em inglês ou japonês tenho pavor!

Morro de vergonha e por isso vou logo avisando: não me liga! Me escreva, por favor. Meu celular serve para falar Português, só Português. E para trocar mensagens. Nesse caso, pode ser em outra língua. Aliás, é nessa hora que aproveito para brincar com aqueles ideogramas lindinhos e complicadíssimos, os kanji.

Quando eu aprender direito, quem sabe a vergonha passa...

Até lá, vou fugindo do telefone ou acumulando histórias para contar aqui. Aí vai a da semana passada:

(eu): もしもし!Alô!

(a esposa do meu aluno): もしもし!Alô!

(eu): 成田さんいますか?O Narita está?

(a esposa do meu aluno): 。。。まだ帰ってないです。 Ainda não voltou.

(eu): 分かりました。私は成田さんのポルトガル語の先生です。カリナです。。。 Ok. Eu sou a professora de português dele. Karina...

(a esposa do meu aluno): ああ、カリナさん?お久しぶりですね。。。 Karina? Quanto tempo!

(eu): ごめんね、日本語まだわかりません。。。 Desculpa, eu ainda não falo japonês...

(a esposa do meu aluno): はい!しつれいします!Ok. Tchau!

tum... tum... tum...

A idéia era continuar a conversa, mas depois que eu falei que não sabia japonês, ela desligou o telefone.

Da próxima vez já sei que é melhor especificar “eu não sei japonês BEM”, mas quero deixar um recado (^-^) v

Parêtense: pois é, nas horas vagas sou professora de Português. As inscrições estão abertas :P
Parêntese 2: não sou professora fajuta não. Sei que o correto é "Não me ligue" e "Escreva-me" mas eu acho muito feio! "Ligue-me", então, eu me nego a escrever. E falar. Hihihihi...

Tuesday, August 21, 2007

Antes e depois do terremoto

Quando visitei um abrigo em Nagaoka (Niigata), em outubro de 2004, o que mais me impressionou não foram os estragos do terremoto que matou 67 pessoas e feriu 4.800.

A infra-estrutura e a assistência aos desabrigados é que me deixaram boquiaberta. Quem perdeu a casa estava ali no ginásio de uma escola pública, onde havia colchonete, cobertor, comida, roupas e jornais para todos.

Nada de roupa velha. Vi o galpão com as doações que não paravam de chegar. Tudo novinho, na embalagem! E ainda havia assistência médica e psicológica. Inclusive em português, já que boa parte dali era brasileira.

Agora, o que me choca é ver as vítimas do grande terremoto que atingiu o Peru na semana passada brigarem por comida e o governo acionar o Exército para conter os saqueadores.

Nem o governo japonês, nem os mais competentes cientistas do planeta são capazes de evitar terremotos, mas eles fazem de tudo para amenizar o impacto. E têm dinheiro para isso.

Aliás, esse foi tema de uma reportagem do Fantástico de domingo passado. Soube pelo Caruso. Ele recebeu vários e-mails de gente do Brasil que assistiu ao programa e ficou assustada.

Eu também fiquei. Antes de vir pra cá já temia o tal Grande Terremoto de Tokai, mas pensei: "seja o que Deus quiser. Esse terremoto não vai acontecer". E Deus ouviu as minhas preces. Obrigada, Senhor!

O que me assustou na reportagem foi o detalhe do Ano do Javali. Quem assistir vai me entender. Tomara que esse ano termine logo. Sem terremoto!

FOTO: Plaza de Armas de Pisco (cidade da minha querida amiga Angelica). La población pasa así la noche en medio del frío.

Sunday, August 19, 2007

É ela! A Mika Nakashima

Quem é essa garota? A Madonna eu sabia que não era mas nem desconfiei que fosse a Mika Nakashima. Aquela que interpretou a Nana no cinema e que eu adoro!

O novo visual é tão diferente, que realmente não reconheci. Logo a minha cantora japonesa favorita!

Me senti uma fã de meia tigela m(_ _)m

A música? Gostei mesmo antes de saber que era dela. Juro!

P.S.: O comentário da leitora Minhoca está certíssimo. Nesse vídeo do YouTube dá para reconhecer logo, porque mostra o rosto dela bem de perto. Mas eu esqueci de explicar que antes eu vi a Mika duas vezes na tevê e nem tchun! O cabelo comprido, a franja e as lentes azuis (ou sei lá que cor é aquela) me enganaram direitinho :P

Friday, August 17, 2007

Garota de Ipanema. Oops, de Tóquio

Já contei que as japonesas odeiam sol e que as garotas de Ipanema – aquelas popozudas, bronzeadas, com marquinha de biquíni - não fariam o menor sucesso por aqui.

Faltou contar que existe uma tribo de jovens japonesas (e japoneses também) “do contra”, que adora se bronzear. Algumas meninas ficam até bonitas. Meninos também. O problema é que a maioria exagera e...



... o resultado está nessa foto aí. Duas japonesas tostadas! Ah, geralmente, a turminha que gosta de se tostar, oops, de se bronzear também gosta de cabelos loiros. By Wella. L' Oréal, sei lá.

Mas, cá entre nós, essa do biquíni verde limão deveria estar no Guinness Book. Duvido que exista uma japonesa mais tostada!

Tuesday, August 14, 2007

Você tem medo de ponte-túnel?

Eu não. “Seja o que Deus quiser”, disse. E lá estava eu, mais uma vez, percorrendo os 10 quilômetros de extensão do túnel que atravessa, por baixo!, a Baía de Tóquio e liga duas províncias japonesas: Chiba e Kanagawa – estava voltando da praia, de carona com o leitor Dani. Ou Daniel T. Yara, como ele assina aqui.



Da primeira vez, cheguei a dar uma paradinha para curtir as atrações turísticas do local. Aliás, a atração é mesmo a construção. Não deve ser fácil construir um túnel dentro do mar. Sei que ponte-túnel não é exclusividade do Japão, mas sei também que a obra é grandiosa sim e merece atenção.

Mas, na verdade, não ligo muito para números nem detalhes de construção nenhuma. Se tivesse paciência com as Ciências Exatas, não teria enveredado para as Ciências Humanas. No caso da Tokyo Wan Aqua-line, gosto mesmo é da emoção de saber que estou “mergulhando” de carro no mar (^o^)/



E se acontecer um grande terremoto? Sei lá. Confio na habilidade dos japoneses. Eles devem ter pensado nisso. Têm que ter pensado!

Detalhe: são 10 quilômetros por baixo do mar e outros 5 quilômetros, por acima. Daí, ponte-túnel. Esse “monumento” aí no meio do nada se chama Umi-hotaru e marca a metade da travessia.

FOTOS: do leitor Dani. Esse mesmo da carona. Gracias, Dani! (Ele é peruano. Habla español)

Friday, August 10, 2007

No trem com o Mario Prata


Não estou usando o nome do meu escritor predileto em vão. Deus me livre! É que fiquei toda feliz, hoje, porque o Purgatório chegou às minhas mãos.

Daí troquei a Contigo, a Época e a Veja - minhas fiéis companheiras de trem - pelo Mario Prata. Difícil era segurar o riso, em pleno vagão lotado. "A gringa é maluca. Tá rindo sozinha" era o texto do balãozinho que eu imaginava na cabeça dos japoneses.

Sou maluca, não! E me diverti, outro dia, vendo uma adolescente rindo sozinha em outro trem. Aliás, sozinha não. Ela estava com um mangá.

Adorei herdar mais essa mania japonesa. Não sei o que será de mim quando eu voltar para Beagá (leia Belo Horizonte, minha cidade natal). Adoro ler no trem. Ônibus dá enjôo!

Além da viagem de 50 minutos parecer de apenas 5, a gente faz até amizades! Eu fiz. Conheci o Taku, assim. E já bati papo com um indiano e um francês por causa de uma revista (Istoé), no primeiro caso, e de um livro (da escola de japonês), no segundo.

O Taku virou meu amigo por causa da Nova. Lá estava eu lendo a minha revista, de pé, quando reparei que aquele adolescente japonês sentado a minha frente não parava de olhar para mim e para a minha revista.

Na hora pensei: "ele deve achar que estou lendo a Playboy". Resolvi virar a página para esconder a capa mais que ousada. Não adiantou. O menino continuava olhando. Fui ficando desconsertada, até que ele tomou coragem e me perguntou: "você é brasileira?"
"Sou! Você também?" Não, ele é japonês mesmo. Mas fala português porque morou um ano no Brasil. Foi jogar futebol. Queria ser o próximo Ronaldinho. Não parava de olhar para a revista porque queria checar se era português que eu estava lendo. Acertou. E ficou todo feliz.

Trocamos emails, telefone. Ficamos amigos. Prometi até apresentar uma brasileira mais apropriada para namorar com ele. "Você é muito novinho", expliquei. Eu já estava beirando os 30 e o menino japonês que sonha não só com o futebol mas também com uma namorada do Brasil tinha apenas 16!

Meu precioso tempo no trem serve, ainda, para estudar japonês. Ou inglês. E quando esqueço de carregar a revista ou o livro, fico louca e não paro de fuçar o celular até chegar a minha estação. Mando email pra Deus e o mundo e só não faço ligação porque é proibido.

Os japoneses também são assim. Muito mais inquietos, por sinal. Não vejo ninguém olhando para o teto. Todo dia pego trem. Pra lá e pra cá. E todo dia vejo que os meus colegas de vagão estão lendo, fuçando o celular - muitas vezes, vendo TV -, jogando videogame (PlayStation Portátil por aqui é comum. O concorrente DS também) ou dormindo.

Só não vale perder tempo!
Oops, já ia me esquecendo dos efeitos colaterais. Entrei no trem errado, uma vez, porque na plataforma me distraí com a Palavra-cruzada. m(_ _)m